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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Resina à base de poliuretano bi-componente para injecção e selagem de fissuras dinâmicas

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MC-Inkjet 2300 NV

Resina à base de poliuretano bi-componente para injecção e selagem de fissuras dinâmicas

Propriedades:

  • Livre de solventes

  • Baixa viscosidade

  • Boa penetração em fissuras e cavidades.>= 0,1 mm

  • Não retrai ou endurece

  • Um óptimo tempo de reacção garante a completa penetração do produto

  • Alta resistência química

  • A reacção é acelerada na presença de água

  • Não forma espuma de maneira excessiva quando em contacto com água

  • Forma um preenchimento flexível com uma estrutura de poros com células fechadas mesmo em presença de água

  • Boa aderência em superfícies com diferentes estados de humidade

  • Altamente elástico

  • Atende as exigências da norma alemã (KTW) para o uso em estruturas de água potável

Áreas de aplicação:

  • Reparação não estrutural de fissuras em edifícios, pontes, túneis, etc.

  • Selagem juntas e outros vazamentos em todos os tipos de estruturas

  • Preenchimento de tubos de injecção

  • Injecção em fissuras de reservatórios de água potável

Aplicação:

Requisitos gerais:
Antes da injecção, devem ser determinadas as características da trinca. Os critérios mais importantes são: tipo, abertura, origem, grau de movimentação, condição e acesso.
Caso a fissura esteja húmida ou sujeita a movimentações, MC Injekt 2300 NV têm as características ideais para um selagem duradouro.
A fissura deve estar livre de sujidades, óleos, gorduras e outros agentes de contaminação. Caso isto ocorra, deve-se executar um jateamento de ar comprimido seco e se possivel livre de óleos.

Preparação:
Antes da injecção, as fissuras normalmente devem ser seladas ou fechadas superficialmente com MC-DUR Kleber PU 47 ou um produto similar e os bicos de injecção instalados. Consulte nosso catálogo "Sistemas de Injecção MC" para maiores detalhes. Em locais com fluxo de água ou água sob pressão, será necessário uma selagem temporária através da pré-injecção de MC-Injekt 2033 (consulte os dados técnicos do MC-Injekt 2033). Esta injecção pode ser executada através dos mesmos bicos de injecção bem como a subsequente injecção de MC-Injekt 2300 NV.

Mistura:
MC-Injekt 2300 NV consiste em dois componentes, a base e o endurecedor.Os dois componentes devem ser completamente misturados com um misturador de baixa rotação. (max. 500 rpm) antes de ser colocado na bomba de injecção.
As embalagens são pré-doseadas de modo que a embalagem do componente A (base) contém espaço suficiente para a mistura com o componente B.
Depois de misturado o produto deve ser colocado em outro recipiente. O periodo de trabalhabilidade (pot life) depende da quantidade misturada e da temperatura.
Quando se utilizar uma bomba de injeção de dois componentes a mistura deve ser feita na própria bomba.

Aplicação:
MC-Injekt 2300 NV deve ser aplicado com bombas de injecção adequadas, como por exemplo, a MC-I-500.
As bombas requerem uma pressão de ar mínima de 4 - 6 bar, não devendo cair abaixo disto. MC-Injekt 2300 só pode ser aplicado dentro do periodo de trabalhabilidade (pot life) e na temperatura adequada.
Os trabalhos com MC-Injekt 2300 NV devem ser interrompidos quando a temperatura estiver abaixo de + 3°C.
O completo preenchimento da fissura é assegurado através de re-injeção durante o periodo de trabalhabilidade (pot life).

Limpeza do equipamento:
A limpeza do equipamento deve ser feita com MC Reinigungsmittel U imediatamente após o término dos trabalhos e dentro do periodo de trabalhabilidade. O produto já curado só pode ser removido mecanicamente.

Segurança:
Verifique sempre as informações sobre segurança existentes nos rótulos das embalagens.

MC-Injekt 2300 NV - Dados técnicos
(Todos os valores são referentes a 20°C e 50% de humidade relativa)

Base
Poliuretano

Coloração
Marrom claro

Densidade (mistura)
1,05 g/cm3

Relação de mistura
3 : 1 (base: endurecedor) partes em volume
100 : 43 partes em peso

Viscosidade
100 mPas

Pot life (vida útil)
  100 minutos

Menor temperatura de aplicação
+ 3ºC

Expansão máxima (DIN 53 455)
100 %

Dureza
50

Aumento de volume com 5% de água sem contra pressão
Aproximadamente entre 10 e 20 %

Embalagens
1, 10 e 30 litros

Armazenamento
Pode ser armazenado nas embalagens lacradas em temperaturas entre + 10°C e + 30°C e em locais secos durante 1 ano. As mesmas exigências são válidas para o transporte.

Tratamento de recipientes
Para a preservação do meio ambiente favor esvaziar completamente todas embalagens.

MC-Inkjet 2300 NV

Propriedades:

  • Livre de solventes

  • Baixa viscosidade

  • Boa penetração em fissuras e cavidades.>= 0,1 mm

  • Não retrai ou endurece

  • Um óptimo tempo de reacção garante a completa penetração do produto

  • Alta resistência química

  • A reacção é acelerada na presença de água

  • Não forma espuma de maneira excessiva quando em contacto com água

  • Forma um preenchimento flexível com uma estrutura de poros com células fechadas mesmo em presença de água

  • Boa aderência em superfícies com diferentes estados de humidade

  • Altamente elástico

  • Atende as exigências da norma alemã (KTW) para o uso em estruturas de água potável

Áreas de aplicação:

  • Reparação não estrutural de fissuras em edifícios, pontes, túneis, etc.

  • Selagem juntas e outros vazamentos em todos os tipos de estruturas

  • Preenchimento de tubos de injecção

  • Injecção em fissuras de reservatórios de água potável

Aplicação:

Requisitos gerais:
Antes da injecção, devem ser determinadas as características da trinca. Os critérios mais importantes são: tipo, abertura, origem, grau de movimentação, condição e acesso.
Caso a fissura esteja húmida ou sujeita a movimentações, MC Injekt 2300 NV têm as características ideais para um selagem duradouro.
A fissura deve estar livre de sujidades, óleos, gorduras e outros agentes de contaminação. Caso isto ocorra, deve-se executar um jateamento de ar comprimido seco e se possivel livre de óleos.

Preparação:
Antes da injecção, as fissuras normalmente devem ser seladas ou fechadas superficialmente com MC-DUR Kleber PU 47 ou um produto similar e os bicos de injecção instalados. Consulte nosso catálogo "Sistemas de Injecção MC" para maiores detalhes. Em locais com fluxo de água ou água sob pressão, será necessário uma selagem temporária através da pré-injecção de MC-Injekt 2033 (consulte os dados técnicos do MC-Injekt 2033). Esta injecção pode ser executada através dos mesmos bicos de injecção bem como a subsequente injecção de MC-Injekt 2300 NV.

Mistura:
MC-Injekt 2300 NV consiste em dois componentes, a base e o endurecedor.Os dois componentes devem ser completamente misturados com um misturador de baixa rotação. (max. 500 rpm) antes de ser colocado na bomba de injecção.
As embalagens são pré-doseadas de modo que a embalagem do componente A (base) contém espaço suficiente para a mistura com o componente B.
Depois de misturado o produto deve ser colocado em outro recipiente. O periodo de trabalhabilidade (pot life) depende da quantidade misturada e da temperatura.
Quando se utilizar uma bomba de injeção de dois componentes a mistura deve ser feita na própria bomba.

Aplicação:
MC-Injekt 2300 NV deve ser aplicado com bombas de injecção adequadas, como por exemplo, a MC-I-500.
As bombas requerem uma pressão de ar mínima de 4 - 6 bar, não devendo cair abaixo disto. MC-Injekt 2300 só pode ser aplicado dentro do periodo de trabalhabilidade (pot life) e na temperatura adequada.
Os trabalhos com MC-Injekt 2300 NV devem ser interrompidos quando a temperatura estiver abaixo de + 3°C.
O completo preenchimento da fissura é assegurado através de re-injeção durante o periodo de trabalhabilidade (pot life).

Limpeza do equipamento:
A limpeza do equipamento deve ser feita com MC Reinigungsmittel U imediatamente após o término dos trabalhos e dentro do periodo de trabalhabilidade. O produto já curado só pode ser removido mecanicamente.

Segurança:
Verifique sempre as informações sobre segurança existentes nos rótulos das embalagens.

MC-Injekt 2300 NV - Dados técnicos
(Todos os valores são referentes a 20°C e 50% de humidade relativa)

Base
Poliuretano

Coloração
Marrom claro

Densidade (mistura)
1,05 g/cm3

Relação de mistura
3 : 1 (base: endurecedor) partes em volume
100 : 43 partes em peso

Viscosidade
100 mPas

Pot life (vida útil)
  100 minutos

Menor temperatura de aplicação
+ 3ºC

Expansão máxima (DIN 53 455)
100 %

Dureza
50

Aumento de volume com 5% de água sem contra pressão
Aproximadamente entre 10 e 20 %

Embalagens
1, 10 e 30 litros

. Fonte:http://www.maquigarve.pt

Microcimento: nova tecnologia na manutenção e reparo de pisos

A tecnologia de reabilitação de pisos com a utilização de microcimentos é relativamente nova no Brasil, mas muito utilizada no exterior com grande sucesso e custo altamente competitivo frente às tecnologias convencionais

Qualquer manutenção ou reparo em pisos industriais deve ser realizada de maneira criteriosa, iniciando pela observância das condições de uso e vida útil estabelecida no projeto deste piso. Dessa maneira, uma avaliação prévia das condições estruturais de um piso deve ser feita considerando os dados estabelecidos em projeto e as condições de execução do mesmo e, na falta destes dados, esta avaliação deve ser realizada com base em técnicas recomendadas para avaliação.

As patologias mais comuns que acometem os pisos são as perdas de suporte por recalque de fundação resultando em degraus, movimentação vertical de placas, esborcinamento de juntas, bombeamento de finos da base (mais comum em pavimentos rodoviários e eventuais pisos externos), empenamento de placas, quebras localizadas, trincas e fissuras, delaminação superficial, desgaste por abrasão, empoeiramento, dentre outros.

Uma vez determinada a anomalia do piso, estuda-se as alternativas cabíveis de reabilitação, que devem considerar as causas que originaram tais patologias.

Dentre as mais recentes tecnologias para manutenção e recuperação de um piso industrial, destaca-se a utilização de microcimentos “in natura” ou compósitos a base de microcimentos, dependendo do tipo de patologia, ou até mesmo uma associação dos processos.

Tecnologia

A tecnologia de reabilitação de pisos com a utilização de microcimentos é relativamente nova no Brasil, mas muito utilizada no exterior com grande sucesso e custo altamente competitivo frente às tecnologias convencionais.

Basicamente, o microcimento é um material cimentício à base de clínquer finamente micronizado com diâmetro médio de partículas menor que 6 µm, resultando uma finura em torno de 5 vezes menor do que a de um cimento comum, o que lhe confere alta injetabilidade, excelente reologia de calda quando em estado fresco, alta aderência química, maior formação de gel e cristais de hidratação, e maior embricamento dos micros grãos.

Figura 1. Microscopia eletrônica do microcimento

Entretanto, todo material de granulometria reduzida (produzido com partículas ultrafinas) tem uma forte tendência à interação de partículas o que implica numa maior atração eletrostática das mesmas. Desta maneira, para o preparo de uma calda coloidal de microcimento, se faz necessário a utilização de aditivos dispersantes produzidos exclusivamente para serem utilizados com microcimento e o emprego de um misturador coloidal para romper mecanicamente a força de interação que age sobre as partículas do microcimento. A figuras 2 e 3 mostram com detalhes este tipo de equipamento.

Figura 2. Unidade móvel de injeção e mistura coloidal

Figura 3. Central coloidal de alta pressão

Manutenção e reabilitação de pisos com microcimento

A reabilitação propriamente dita precede de um estudo detalhado da causa do problema, sua correção prévia e por fim a correção com o emprego do microcimento. Como podemos utilizar esta tecnologia em uma série de patologias (reservando entretanto as limitações que deverão ser estudadas isoladamente), vamos salientar algumas como empenamento, recalques diferenciais, empoeiramento superficial, fissuras, delaminação e desgaste por abrasão.

Empenamento Excessivo

Uma patologia muito comum em pisos é o empenamento de placas ou distorção das bordas. Este fenômeno provocado pela variação de temperatura e/ou umidade entre a superfície exposta da placa de piso e seu dorso em contato com o subleito, associada ao seu índice de esbeltez traz muitos inconvenientes ao usuário. Não seria extremo dizer que todo piso empena em menor ou maior intensidade. O que ocorre na realidade é que dependendo da intensidade do empenamento, pode resultar em problemas sérios como perda de apoio com a base e conseqüente quebra dos cantos com um esforço atuante, movimentação das placas com o trânsito de veículos, mau funcionamento das juntas, além do desnivelamento do piso.

A reabilitação de um piso empenado com a utilização de microcimento pode ser considerada

simples e eficaz, uma vez que consiste no grauteamento do vazio causado pelo empenamento com calda de microcimento. O maior desafio neste caso é não alterar o modelo estrutural do piso, para isso é necessário que se conheça o que foi considerado no projeto quanto à aderência ou não da base para que, inadvertidamente se altere este comportamento. Outro ponto a ser considerado é a qualidade do grauteamento com a calda coloidal de microcimento e a garantia do perfeito calçamento da placa com a sub-base, o que pode ser observado pelas “janelas” de grauteamento durante a execução do trabalho, que são obturadores especiais cuidadosamente instalado em pontos estratégicos do piso que permite ao profissional acompanhar a evolução do grauteamento com calda de microcimento. A utilização da calda coloidal de microcimento se faz necessária por ser totalmente estável em termos volumétricos e compressivos, preenchendo todos os vazios de forma uniforme e eficaz, resultante de seu alto grau de injetabilidade. Caso necessite uma regularização superficial, esta deve ser realizada após a injeção da calda coloidal de microcimento, com auxílio de fresas e lixadeiras mecânicas, corrigindo-se a superfície com Microcapa* ou micropintura* posteriormente, se houver necessidade.

Figura 4. Placa de piso empenada

Figura 5. Injeção de calda coloidal de microcimento em empenamento

Figura 6. Injeção com janelas de grauteamento ao fundo

Figura 4. Placa de piso empenada

Figura 5. Injeção de calda coloidal de microcimento em empenamento

Figura 6. Injeção com janelas de grauteamento ao fundo

Recalque de fundação

De acordo com Rodrigues et all, um piso industrial transmite esforços ao solo de maneira que se faz necessário ter o conhecimento da camada superficial do solo. Entretanto, isso nem sempre é considerado, uma vez que os solos são constituídos por um conjunto de partículas que retêm ar e água nos espaços intermediários. Estas partículas estão livres para movimentar entre si e isso pode ocorrer imediatamente (solo previamente preparado), mas em geral ocorre ao longo do tempo, uma vez que ao aplicar-se uma pressão ao solo (peso próprio do piso acrescido de cargas acidentais e permanentes), ocorre uma variação do volume por redução dos vazios em maior ou menor intensidade em função das condições deste solo (umidade, compacidade, etc), resultando em recalque ou afundamento. Dependendo da velocidade desta ocorrência, o resultado são patologias sérias no piso, como desnivelamento de placas, afundamento de piso, movimentação de placas, esborcinamento e quebra de juntas e degraus acentuados. Neste caso, a injeção de calda coloidal de microcimento pode restabelecer a estrutura piso-subleito quando injetado na interface destas camadas ou até mesmo reforçar o solo quando injetado nos vazios existentes, no caso de solos colapsíveis, arenosos e não coesivos. Esta tecnologia pode devolver a capacidade de suporte do solo ao piso sem a necessidade de remoção e quebra da placa, alem de também restabelecer o nivelamento do piso através da injeção fazendo o mesmo retornar ao nivelamento de projeto.

Figura 7. Injeção para correção de recalque diferencial

Figura 8. Injeção para calçamento de piso

Figura 9. Detalhe de um piso com recalque de fundação

Figura 10. Controle de nivelamento do piso, por injeção

Figura 11. Piso após nivelamento por injeção

Figura 12. Ensaio de controle de fluidez da calda, em campo

Desgaste por abrasão / Empoeiramento / Delaminação

Segundo Chodounsky & Viecili, o desgaste acentuado da superfície do piso, com a formação de pó e o aparecimento de buracos pode gerar diversos problemas ao usuário final que vão desde o desconforto estético até problemas de utilização, limpeza, higiene, etc. Estes tipos de patologia podem ser originados por diversos fatores tais como, dosagem inadequada do concreto, deficiência de cura, problemas executivos, utilização inadequada etc.

A reabilitação desta patologia com a utilização da tecnologia Microinjet, consiste na aplicação da micropintura a base de microcimento. A micropintura é uma calda coloidal de microcimento preparada com resinas especiais e, eventualmente alguma adição de componentes minerais visando buscar desempenho adequado à solicitação. Este compósito atinge resistência mecânica de até 80 MPa aos 28 dias de idade, conferindo, desta maneira um bom desempenho a abrasão, uma vez que estudos mostram certa proporcionalidade entre as resistências a compressão e abrasão.

A aplicação da micropintura pode preceder de um preparo prévio do piso visando a remoção da camada superficial mais comprometida até buscar uma camada mais estável quanto a abrasão.

Figura 13. Poeira levantada ao varrer piso

Figura 14. Piso com acentuado desgaste e empoeiramento

Figura 15. Início do preparo do piso com lixamento

Figura 16. Início da aplicação da Miicropintura

Figura 17. micropintura recém aplicada

Figura 18. micropintura em serviço, após 1 semana

Quando o problema de abrasão é mais acentuado com o surgimento do agregado graúdo, desprendimento de concreto e desconforto acentuado de rolamento, é sinal que o piso tem um acentuado grau de desgaste que pode ter sido provocado por solicitação excessiva de pneus, rodas maciças, arraste de ferramentas ou equipamentos, impactos ou qualquer dispositivo capaz de provocar severos ataques por abrasão.

Outro fator relevante para o surgimento desta patologia pode ser a dosagem inadequada do concreto, uma vez que a resistência à compressão tem correspondência com a resistência à abrasão, o concreto para execução de um piso deve ter uma resistência a compressão compatível com a solicitação deste piso.

Quando um piso atinge acentuado dano por abrasão, sua recuperação pode ser um pouco dificultada, chegando até mesmo ao extremo de se quebrar toda a placa e ser refeita com uma nova concretagem, uma vez que uma nova camada de concreto pode implicar em diferença de nível do piso antigo com o recuperado.

Outra patologia que não é rara e traz muito desconforto aos usuários é a delaminação, que é o desplacamento superficial de uma pequena área do piso provocada por um selamento prematuro da camada superficial em virtude de um diferencial de pega ou endurecimento, dificultando a fuga da água de exsudação e eventual ar aprisionado sob a superfície do concreto, fazendo com que estes componentes exerçam uma pressão sob a superfície ,soltando uma pequena camada do piso, resultando áreas desplacadas de tamanhos variados. Este tipo de patologia também tem um certo grau de dificuldade para ser reparada, entretanto a solução proposta pelo Sistema Microinjet para consertar tanto a delaminação quanto a abrasão mais acentuada, é a aplicação da Microcapa, que é um compósito a base de microcimento, adições minerais controladas granulométricamente, aditivos e resinas especiais. Este produto que depois de aplicado tem espessura entre 3 e 7 mm, pode recompor a camada superficial do piso de maneira a voltar aos aspectos de projeto em termos de superfície de rolamento e capacidade de resistir aos agentes agressivos.

Obviamente, em função da natureza das patologias potencialmente tratáveis com a Microcapa, se faz necessário um tratamento prévio do piso geralmente com o emprego de fresas e discos diamantados visando nivelar o piso total ou parcialmente, uma vez que a microcapa tem capacidade de preencher a variação volumétrica provocada por esta aplicação.

Figura 19. Delaminação

Figura 20. Desgaste acentuado no piso

Figura 21. Preparo inicial com fresamento e lixamento

Figura 22. Preparo da microcapa com misturador coloidal

Figura 23. Aplicação da microcapa

Figura 24. Microcapa recém aplicada, em serviço

Fissuras

De acordo com Chodounsky & Viecili, fissuras em pisos e pavimentos normalmente estão relacionadas a recalques de fundação, erros de projeto, execução inadequada, falha de materiais, mau uso, além das fissuras por retração plásticas, hidráulica e autógena.

Fissuras estruturais podem comprometer o desempenho do piso e devem ser estudadas criteriosamente para propor qualquer tipo de intervenção. Recuperação de um piso com fissuras não é tarefa fácil, pois é necessária uma análise criteriosa do motivo da formação desta patologia para poder realizar um projeto de reparo. Fissuras estáticas são mais fáceis de serem reparadas com o Sistema Microinjet, podendo ser realizado uma injeção e calda coloidal de microcimento com auxílio de bomba de injeção adequada e obturadores especiais que podem ser de superfície ou de cravação, dependendo do tipo de piso e fissura a ser recuperada.

Quando a fissura é de natureza estrutural (por perda de capacidade de suporte de fundação, por exemplo) ou é provocada por algum impedimento de trabalho das juntas, se faz necessária uma recomposição da capacidade portante do piso e tratamento das juntas de maneira a fazer que as mesmas voltem a trabalhar antes de qualquer ação direta com as fissuras. Uma vez resolvida a causa das fissuras, sua recuperação eventualmente pode vir associada a utilização da tecnologia “cross-stitch” aliado a tecnologia Microinjet, ou seja, pode ser necessário promover a costura do piso com inserções de barras de aço devidamente dimensionadas e posicionadas a um ângulo distinto sendo as mesmas “coladas” com calda de microcimento. Após este processo, procede-se a injeção da calda coloidal de microcimento nas fissuras propriamente dita para recomposição total da placa de piso.

Figura 25. Fissura preparada para ser injetada

Figura 26. Preparo para injeção associada ao "cross-stitch"

Esta associação de tecnologia só deve ser utilizada após um criterioso detalhamento e diagnóstico da patologia, uma vez que na maioria dos casos a injeção de calda de microcimento simplesmente é necessária para a recomposição do piso. É importante salientar que fissuras ativas e dinâmicas não devem ser tratadas com material com rigidez elevada. A calda coloidal de microcimento apesar de ter um módulo de deformação muito semelhante ao concreto dos pisos, é considerado rígido após sua cura. Entretanto, quando a fissura seguramente não apresenta movimentação, sua reabilitação com a injeção criteriosa da calda coloidal de microcimento pode devolver a monoliticidade ao piso em termos de desempenho mecânico, além da correção arquitetônica.

A figura 27 ilustra uma fissura sendo tratada através da injeção da calda coloidal de microcimento, e a figura 28 mostra uma extração de corpo de prova sobre esta mesma fissura, após 7 dias passado este tratamento seno o corpo de prova extraído detalhado na figura 29. Este corpo de prova, quando submetido em ensaio de compressão apresentou uma resistência mecânica equivalente a 99% do valor de referência do pavimento, ou seja, o valor de resistência a compressão do corpo de prova extraído do piso íntegro e o valor da resistência do corpo de prova extraído sobre a fissura tratada foram praticamente os mesmos. Esta verificação ratifica a eficiência da injeção da calda coloidal de microcimento no tratamento de fissuras estáticas.

Figura 27. Injeção em fissura de piso

Figura 28. Extração de corpo de prova sobre fissura injetada

Figura 29. Corpo de prova extraído sobre fissura

Análise e considerações

A tecnologia Microinjet disponível no mercado nacional a partir de meados de 2005, é na realidade uma ferramenta muito interessante para tratamento de patologias mais comuns encontradas nos pisos industriais e pavimentos rodoviários de uma maneira geral. O que diferencia esta tecnologia é sua grande versatilidade de soluções oferecidas, uma vez que não se apresenta como um “pacote pronto” previamente dosado. Esta tecnologia permite o dimensionamento ou dosagem de solução muito personalizada a cada situação, ou seja, esta tecnologia permite dimensionar a solução, dosagem de calda, dosagem dos componentes minerais, enfim, todos os compostos para elaboração de uma solução tecnológica mais adequada à necessidade do cliente, sendo que na grande maioria dos casos a solução em termos de tipo e propriedade de uma calda, por exemplo, é totalmente diferente para duas aplicações aparentemente semelhante.

Figura 30. Medição da abertura de fissura com o fissurômetro

Outro fator relevante quando se considera uma solução ou alternativa tecnológica para uma reabilitação de estrutura é o custo envolvido nesta operação. Tem de se considerar todos os fatores envolvidos, como tempo gasto para o reparo, mobilização, interferência com o entorno, prazo de liberação, dentre outros. A tecnologia apresentada oferece na maioria dos casos uma solução rápida, economicamente viável e com prazo de liberação da estrutura envolvida muito curto, propiciando o mínimo transtorno e movimentação para o cliente.

José Vanderlei de Abreu

Engenheiro Civil e Mestre em Engenharia

José Vanderlei de Abreu
Engenheiro Civil e Mestre em Engenharia

Fonte: http://www.pisosindustriais.com.br/materias/noticia.asp?ID=165

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Impermeabilização de Laje - Consultoria



Imper Consultoria
Laildo 29 de janeiro de 2010 11:45
Para: imperconsultoria@gmail.com
Elciney Araújo: Boa tarde! Sou Laildo Alves, professor da rede estadual de ensino.
Estava pesquisando sobre a manta asfáltica à quente ser realmente a melhor opção p/ impermeabilização de minha laje e achei seu blog. Gostaria de sua orientação.

Tenho uma pátio de 60 m2, exposto (3º e último piso), que já tem um contra-piso que pretendo retirar, com trânsito restrito a famíliares/convidados, e, apareceu umidade na casa de baixo. Tenho de impermeabilizar. A melhor opção é a manta asfáltica? Quais marcas? expessura 4mm? Contra-piso de qual expessura? É bom agregar à massa do contra-piso, sobre a manta produtos como cica, cal, etc? Precisa usar neste contra-piso juntas de dilatação? Se sim, como fazer estas juntas? ..., Sds, Laildo


Bom dia sr. Laido desculpe a demora, mas estou com a demanda muito grande de clientes(graças aDeus!) sua situação e simples de resolver e com certeza a manta asfáltica e a melhor opção de impermeabilização que sr. tem, a consultoria para este serviço custa r$ 15,00 se estiver interessado por favor retorne contato
--------------------------------------------------------------------------------------*
O precidimento e o seguinte;

depois de retirar o contra-piso regularize a superficie para que ela possa receber a manta asfáltica depois de regularizado e seco aplique uma pintura chamada primer asfaltico, ela sera a base que vai colar a manta em seguida aplique a manta asfaltica poliéster 3mm ela deve ser aplicada com maçarico a quente
NUNCA DEIXE APLICAR MANTA SEM QUEIMAR depois de assentada e aplicada faça seu contra-piso com argamassa normal com queda de 1cm para os
ralos quanto a relação de consumo e marcas de produtos eu passarei para o senhor depois da confirmação de pagamento, se houver outras dúvidas estarei disposto a atende-lo com o maior prazer, o importante e resolver o seu problema, este case também será publicado no blog.

mas lembre-se só contrate profissionais qualificados, pois esses produtos exigem normas que devem ser atendidas para que não aconteçam problemas posteriores Bom dia Sr. Laido e obrigado por sua confiança Vamos lá, o sr. tem uma laje de 60 m2, o ideal e que o sr. retire o contra-piso, como o sr. mesmo havia citado, e faça uma regularização para receber a manta asfáltica, como funciona;
1 - A regularização e uma camada de massa que o sr. fará para tirar as
falhas do piso
2- Somente depois de seco o sr. vai começar a impermeabilização
3- A manta asfáltica é um dos melhores produtos para proteção e impermeabilização de lajes e outras estruturas, para ser aplicada é preciso primeiro a aplicação de uma base chamada PRIMER.
4- Esse PRIMER nada mais é do que uma pintura a base asfalto que é
aplicada com rolo de lã em toda superficie a ser impermeabilizada
5- No seu caso basta 1 balde de 18 litros, no mercado o senhor vai encontrar os seguintes produtos; ECOPRIMER, DENVER PRIMER, VEDAPREN, IGOL 2, entre outros.
6- Depois de aplicado o PRIMER o sr. vai aplicar a MANTA ASFÁLTICA 3
mm POLIÉSTER, aplicada a fogo com maçarico, NÃO EXISTE MANTA ASFÁLTICA
APLICADA SEM PRIMER! como ela possui perda de 15% sua área vai para
70m2, aqui em Manaus ela custa R$16,00 o m2, talvez na sua cidade seja
mais barata, se houver rodapés ela devera subir 20 cm por dentro da
parede
OBS; a perda se dá devido ao sobre passe de 10 cm de uma manta sobre
a outra para fazer as emendas, e aos cortes para poder acomodar a
manta dependendo do caso
7- Contrate um profissional qualificado.
8- Depois da aplicar a manta faça um teste de estanqueidade de 72horas, ou seja encha com uma lamina dgua de pelo menos 10 cm e deixe inerte, verifique se não houve vazamentos para futuras correções.
9- Aplique a proteção mecanica, ou seja o contra piso de 3 cm com
massa 3:1 e caimento de 1cm para os ralos, nessa massa o sr. pode
adicionar adesivo para argamassa, assim haverá melhor aderencia, no
mercado existem DENVERFIX, SIKAFIX, BIANCO entre outros
10- As mantas asfálticas terão de ter 3mm de espessura e estruturante
de poliéster, no mercado existem das marcas; VIAPOL, DENVER, SIKA,
VEDACIT, LWART entre outras.

Espero ter ajudado sr. Laido, e se houver qualquer dúvida a mais fique
a vontade para entrar em contato, só para adicionar ao meu cadastro
gostaria de saber em qual cidade o sr esta e situado e se puder pode
enviar fotos da sua obra também para eu postar em meu blog.
-----------------------------------------------------------------------------------------*
Ok Euciney, obrigado! Suas informações serão de grande valia. Começarei, depois do feriado, a averiguar preço de material p/ compra enquanto verifico um profissional confiável p/ aplicar manta + contra-piso.

Perguntas:
1- A expessura da manta (3mm) é em função de quê? Alguem (não lembro se um colega que usou a manta) parece ter-me dito p/ usar a de 4 mm.
2- Precisarei usar junta (s) de dilatação? Sds, Laildo.

3mm e a manta padrão para o tamanho da sua laje, a de 4mm é mais usada em lugares onde a pressão da agua e constante , como piscinas e caixas dguas e ainda tem as de 5mm para estacionamentos elevados onde há trafego de veiculos pesados, e não é necessários usar junta, a manta é elastica e
estica até 10% a mais do seu comprimento, ou seja se houver dilatação ela acompanha, pra rasgar só mesmo terremoto, qualquer dúvida a mais estou a disposição.
abs.
-----------------------------------------------------------------------------------*
Elciney: boa tarde! Tive de adiar por um tempo o início dos trabalhos, mas, começamos hoje (27/04) quebrando o contra-piso.
Duas dúvidas:
* Nas paredes onde o reboco estiver bem firme precisará mesmo retirar o reboco (20 cm)? Não posso
colocar a manta e fazer um reboco sobre a manta projetando um rodapé p/ fora da parede?
* Numa da paredes aparece uma ponta de uma cinta de concreto (parece um pedaço de viga) de cerca de 2 cm p/ fora da parede e com extensão de cerca de 2m longitudinalmente à parede. A manta passará por cima mesmo ou terei de pedir p/ cortar com talhadeira? No aguardo. Sds Laildo.

Se você fizer isso correrá o risco da água entrar pela ponta da manta, já que a função de entrar no reboco e evitar a água que escorre pela parede penetre nela e descole fazendo você ter que quebrar tudo de novo, quanto a extensão se não tiver função nenhuma é melhor cortar.
abs.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Uma breve visão sobre geossintéticos aplicados a aterros sanitários

A produção de resíduos sólidos urbanos tem aumentado consideravelmente nas últimas décadas, dificultando o seu armazenamento e disposição. Os aterros sanitários têm se mostrado a forma mais eficiente e mais utilizada mesmo
em países mais desenvolvidos. No caso específico do Brasil, essa solução é a mais adequada do ponto de vista técnico e econômico. Dados estatísticos revelam que cerca de 76% do lixo urbano gerado é disposto a céu aberto e apenas 24% recebem disposição adequada (IPT, 1995).

As alternativas para disposição dos resíduos, seja em aterros sanitários, industriais ou lagoas de efluentes, baseiam-se em normas específicas, cuja finalidade é permitir o confinamento seguro dos resíduos e efluentes no solo,
contribuindo para minimizar os impactos ambientais. Um componente desses sistemas é a barreira impermeável, também denominada de liner, que é constituída de elementos com baixa condutividade hidráulica. Pode ser aplicada no sistema de cobertura para proteger as células de resíduos e diminuir a taxa de infiltração para o interior do maciço e no sistema de impermeabilização basal, que se destina a reter os líquidos percolados de tal maneira que não atinjam o subsolo e as águas subterrâneas e superficiais. As barreiras impermeáveis podem ser constituídas por solos naturais de baixa condutividade hidráulica, por solos compactados e materiais sintéticos, como geomembranas e geocompostos argilosos para barreiras.

Outra forma de composição destas consiste na combinação de solos argilosos compactados e materiais sintéticos segundo diferentes combinações, formando barreiras compostas. Este artigo apresenta algumas considerações sobre os aterros sanitários, as normas e o uso de geossintéticos na composição dos liners para sistemas de cobertura ou para manutenção da estanqueidade do fluxo percolado pela base.

Aterros sanitários
Face ao crescimento desordenado urbano, a quantidade de resíduo gerado vem aumentando exponencialmente com o tempo, acarretando a redução da capacidade do meio ambiente de assimilá-lo, o que acaba resultando em impactos ambientais. Dessa forma, a disposição adequada de resíduos apresenta-se como um desafio para a sociedade mundial. Os Estados Unidos (EUA) lideram a produção de resíduo no mundo. De acordo com a EPA (Environmental Protection Agency) a produção diária é de 1,63 kg/dia de lixo por habitante, totalizando duzentos milhões de toneladas de resíduo por ano. Deste total, cerca de 66% vão para os aterros, 16% é incinerado e o restante é separado e encaminhado para a reciclagem (IPT, 1995). Em São Paulo, por exemplo, são produzidos 15 mil toneladas de detritos de lixo diariamente (1,5
kg de lixo por habitante).

Schalch (1992), com base na NBR 10.004/87 (Resíduos Sólidos - Classificação), classificou os resíduos sólidos quanto à sua origem em: industriais (não perigosos, tóxicos e perigosos), de serviços de saúde ou hospitalares, radioativos (lixo atômico), agrícolas e urbanos. É importante destacar a existência de outras classificações para resíduos, as quais estão associadas ao estado físico do resíduo (gasoso, líquido, sólido), grau de periculosidade (classe I, II e III) e fonte geradora.

Os resíduos sólidos urbanos (RSU) são constituídos pelos resíduos domiciliares, comerciais, de varrição e pelos resíduos de serviços de feiras livres, capina e poda. A composição deste resíduo é um reflexo dos hábitos culturais e de consumo da sociedade, do nível de renda e avanços tecnológicos (PRESA, 1982). No Brasil, segundo o Manual de Gerenciamento Integrado do Lixo Municipal (IPT, 1995), cerca de 76% das 242.000 toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos produzidas são dispostas a céu aberto (lixões) e, apenas 24% restantes recebem uma disposição mais adequada.

Destas, 13% vão para os aterros controlados, 10% para aterros sanitários, 0,9% para as usinas de compostagem e 0,1% para as usinas de incineração.
Wojanrowicz et al. (1998) afirmam que apesar de surgirem técnicas alternativas como métodos de incineração e reciclagem para a disposição dos RSU, o aterro sanitário ainda será, por um largo período de tempo, o principal método
de disposição.

A ABNT - NBR 8419 classifica o aterro sanitário da seguinte forma: “Aterro Sanitário é um método de disposição de resíduos sólidos no solo, sem provocar prejuízos ou ameaças à saúde e à segurança, utilizando-se princípios de
engenharia, de tal modo, a confinar o lixo no menor volume possível, cobrindo-o com uma camada de terra, ao fim do trabalho de cada dia, ou mais frequentemente, conforme o necessário”. Leite (1991) afirma que o aterro sanitário deve ser executado de tal forma que não comprometa a qualidade das
águas subsuperficiais e do solo contendo os seguintes elementos: (a) conjunto de células recobertas, diariamente, por uma camada de solo para evitar a proliferação de vetores e espalhamento de papéis e poeira, pelo vento; (b) sistema de drenagem de gás e de líquido percolado; (c) sistema de tratamento dos líquidos percolados; (d) sistema de drenagem de águas superficiais e nascentes e; (e) liner de fundo etc.

Carvalho (1999) apresenta os fatores necessários para o estudo, implantação e execução dos aterros sanitários. Basicamente, os aterros sanitários têm como elementos estruturais básicos os componentes ilustrados na Fig. 1.

 

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Estes componentes são descritos brevemente a seguir (MAIA, 2001):
• Células de resíduos: volume de resíduos depositados, num período que compreende, geralmente, 24 horas, incluindo o material de recobrimento.

• Tratamento de Fundação: tem a função de proteger o subsolo e aquíferos adjacentes da contaminação pela migração de percolados e/ou dos gases provenientes do aterro, através de sistemas de captação e drenagem de
todas as nascentes e cursos d’água que existam na área e da impermeabilização do terreno de fundação. Dentre os materiais comumente empregados em tratamento de fundação de aterros, destacam-se as argilas compactadas, os GCLs e as geomembranas, utilizados de forma isolada ou combinadamente.

• Drenagem de líquidos e gases percolados: estes sistemas de drenagem devem permitir a dissipação dos gases e a remoção, captação e condução dos líquidos percolados aos sistemas de reservação e tratamento. São usados para
isso drenos de fundação, drenos horizontais e drenos verticais.

• Recobrimento diário: corresponde ao recobrimento das células durante as operações executivas com solo ou matérias alternativos, com o objetivo de evitar o espalhamento do resíduo, o aparecimento de vetores, como mosca, insetos etc, que possam causar problemas de saúde pública e, de controlar a entrada de água no maciço.

• Sistemas de impermeabilização da cobertura dos aterros: esgotada a capacidade do aterro deve-se efetuar a impermeabilização da cobertura com a função de diminuir a formação de percolado através da camada de superfície, controlar a saída de gases e servir de suporte para eventuais construções no local.

• Drenagem e proteção superficial: a drenagem superficial das águas provenientes de precipitação direta sobre o aterro, bem como as de escoamentos superficiais das áreas adjacentes, são fundamentais para minimizar a geração de percolado e evitar que processos erosivos provoquem instabilidade nos taludes e descobrimento dos resíduos. São geralmente constituídos de canaletas, bermas e descidas d’água no talude e são constituídas por elementos flexíveis como mantas, gabião, brita, rachão etc, separadas da camada de recobrimento por geotêxteis.

Sistemas de impermeabilização (liners)
Os liners são dispositivos utilizados quando se deseja reter ao máximo possível a percolação de um líquido, de forma que ele não atinja as águas e solo natural. Assim, devem apresentar estanqueidade, durabilidade, resistência mecânica,
resistência a intempéries e compatibilidade com os resíduos a serem aterrados. Existem vários tipos de liners, dentre eles destacam-se os naturais, os de argila compactada, as geomembranas e, ainda, uma mistura de todos esses elementos. A escolha de um ou de outro tipo é influenciada pelo uso a que se destina, pelo ambiente físico, pela química do percolado e pela taxa de infiltração (CARVALHO, 1999).

Os liners naturais são normalmente compostos por solos argilosos com condutividade hidráulica na faixa de 10-6 a 10-7 cm/s e devem fornecer a base protetora quase ideal para algumas situações, onde a argila pode atenuar alguns
contaminantes por processos de sorção e precipitação (DANIEL, 1993; LEITE, 1995). Apesar da eficiência dos liners de argila compactada e de sua resistência adequada em longo prazo, estes podem apresentar contração das camadas
argilosas, resultando em trincas e, consequentemente, diminuição de sua eficiência.

Em face disso, sistemas de impermeabilização de aterros sanitários têm sido empregados associando-se materiais sintéticos a solos naturais que procuram minimizar a percolação dos líquidos e gases provenientes do aterro, evitando que
estes atinjam o solo e águas subterrâneas. Esses liners podem ser constituídos por geomembrana intercalada nas camadas de argila compactada, formando estruturas compostas, onde cada camada tem uma finalidade (drenagem, proteção, impermeabilização).

A Figura 2 apresenta alguns sistemas de liners de base para aterros de resíduos sólidos urbanos propostos segundo regulamentações e recomendações de diferentes países. Nesta figura pode ser observado que os diversos países adotam diferentes sistemas de liners de fundo para aterros sanitários e pode-se observar também uma clara tendência de emprego de liners compostos (argila compactada/geomembrana). As barreiras sintéticas possuem materiais poliméricos que apresentam condutividade hidráulica extremamente baixa, elevadas resistências química e física, sendo utilizadas no revestimento de aterros. Bouazza et al. (2002) ressaltam a existência de vários tipos de barreiras impermeáveis para a contenção de resíduos, assim como sua grande complexidade.

Importante ressaltar que as geomembranas não são utilizadas isoladas, devido a problemas de puncionamento, rasgos, imperfeições e/ou defeitos que possam apresentar, resultando em aumento de fluxo e diminuição da eficiência do
liner. Barreiras compostas são mais efetivas contra o processo de migração da lixívia e, de acordo com Bouazza et al.

(2002), esse sistema de barreira corresponde ao mais utilizado na impermeabilização de aterros. A sua principal vantagem é que apresenta baixa permeabilidade (menor que 10-9 cm/s).

Os sistemas compostos são formados por uma camada de argila compactada, geomembrana e camada de proteção. Esta camada de proteção é constituída de uma camada drenante de pedregulhos grossos ou pedra britada de aproximadamente 32mm de diâmetro cuja função é prevenir pressões de lixiviação de resíduos sobre as camadas de impermeabilização e da camada de proteção propriamente dita, para evitar danos mecânicos na geomembrana, que pode também ser realizada com geotêxteis.

Segundo Gartung (1996), o sistema de cobertura tem a função de proteger a superfície das células de resíduos, minimizando impactos ao meio ambiente, visando a eliminação da proliferação de vetores, a diminuição da taxa de formação de percolados, a redução da exalação de odores e formação de poeiras a partir dos resíduos, impedir a catação, emissão descontrolada de gases e permitir o tráfego de veículos coletores sobre o aterro. Sharma & Lewis (1994) enfatizam que esse sistema é diferente do sistema de impermeabilização da base do aterro, necessitando de resistência química inferior à requerida para este último. Entretanto, existem preocupações quanto a sua durabilidade e exposição, devendo ser resistente a processos erosivos e adequado à futura utilização da área.

O projeto de um sistema de cobertura, por vezes, pode ser mais complexo que o de impermeabilização de uma base. Isso porque diversos tipos de solicitação podem ocorrer como ciclos de umedecimento e secagem, pressões de gás
devido à decomposição dos resíduos, erosões por ação da chuva e do vento, ação de roedores, recalques elevados como em aterros de lixo urbano, ação de raízes e deslizamento do solo de cobertura (BUENO et al., 2004).

As Figuras 3 e 4 apresentam, respectivamente, algumas configurações típicas para cobertura e as possíveis formas de barreiras impermeabilizantes basais.


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proteção e separação.

Nos Estados Unidos, a agência de proteção ambiental (USEPA) define os requisitos mínimos para os sistemas de impermeabilização em função do tipo de resíduo. A classificação do resíduo é feita em função do tipo de percolado específico do local, do tipo de substância química presente no resíduo (existem listas com aproximadamente 800 tipos diferentes

Figura 3: Configuração do sistema de cobertura. Fonte: apud REBELO (2003).
Figura 4: Configuração do sistema basal. Fonte: apud REBELO (2003).
Rev. Tecnol. Fortaleza, v. 30, n. 2, p. 188-197, dez. 2009. 193

Uma breve visão sobre geossintéticos aplicados a aterros sanitários de substâncias químicas) e em função da concentração de substâncias químicas. Os sistemas de impermeabilização recomendados pela USEPA estão ilustrados na Figura 5. Observa-se no esquema (Fig. 5a) a recomendação mínima da
USEPA para resíduos sólidos não perigosos. É um sistema de impermeabilização simples: geomembrana (GM)/camada de 600 mm de argila compactada (CCL), sob um sistema drenante para coleta de percolado. Este órgão considera sistemas simples aqueles constituídos de pelo menos uma geomembrana associada a uma camada de solo compactado. As possíveis substituições, em termos de utilização de materiais geossintéticos, são:
- Geocomposto argiloso (GCL) por solo argiloso compactado (CCL);
- Georredes (GN) no lugar de camada de areia para detecção de infiltrações; e
- Geotêxteis (GT) por areia para filtro.

A Figura (5b) apresenta a recomendação mínima da USEPA para resíduos sólidos perigosos: sistema de impermeabilização duplo composto por duas geomembranas e camada argilosa de 900 mm completado por uma camada
de detecção de infiltração e por um sistema de coleta de percolado acima da geomembrana principal.

As possíveis substituições por materiais geossintéticos estão apresentadas abaixo:
- Camada de argila compactada (CCL) por Geocomposto argiloso (GCL) na segunda barreira impermeabilizante;

- Georrede (GN) no lugar da camada de areia para detecção de infiltração; e

- Geotêxteis (GT) por areia para filtro.

Finalmente, a Fig. (5c) ilustra um sistema de impermeabilização duplo com ampla utilização de geossintéticos. A barreira inferior é composta por GM/CCL e a barreira superior é composta por GM/CCL. As camadas de detecção de
infiltração e de drenagem de percolado são ambas compostas por GN/GT. Ressalta-se que todos os materiais acima da camada de CCL são geossintéticos. Este tipo de seção é muito usado no caso de aterros onde a estabilidade das camadas de pedregulho e areia para coleta do percolado estão em questão. Na base do aterro, camadas de pedregulho e areia (ou GT) são usadas como drenos de percolado, onde se recomenda a instalação de geotubos para garantir uma rápida transmissão e condução do percolado até o poço de recepção (MAIA, 2001; KOERNER & FAHMY, 1995; KOERNER, 1996; KOERNER, 1998).


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As Figuras seguintes ilustram de forma mais clara os geossintéticos utilizados para contenção de resíduos sólidos não perigosos e resíduos sólidos perigosos.


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Para ilustrar o uso de geossintéticos em sistemas de contenção veja-se, por exemplo, o esquema mostrado na Fig. 7.

Diversos geossintéticos são utilizados em um aterro de resíduos sólidos, tanto na base como na cobertura das barreiras utilizadas. Evidente que nem todos esses materiais estarão presentes em todo e qualquer aterro, porém, nota-se que cada vez mais que os geossintéticos ganham espaço e importância dentro dos sistemas de disposição de resíduos.
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Nessa Figura observa-se que existe uma disposição lógica para os geossintéticos. Veja-se, por exemplo, que as georredes são utilizadas nas laterais e na base justamente para drenagem dos líquidos. Para separar o resíduo e o meio drenante (georrede ou material granular) são utilizados os geotêxteis. As geomembranas (primária e secundária) servem para proteger o solo de fundação e para evitar que os resíduos líquidos gerados possam atingir o solo e os lençóis de água próximos ao aterro. Subjacente à geomembrana primária encontra-se outra camada impermeabilizante construída com
geocomposto argiloso (GCL), seguida por outra camada drenante, destinada a servir de camada de detecção de possíveis

vazamentos do corpo do aterro e, finalmente, a geomembrana secundária assentada diretamente sobre o solo de fundação, no caso, uma argila compactada. Essa configuração compõe uma barreira impermeabilizante dupla, com sistema de detecção de vazamentos e é comumente utilizada para a contenção de resíduos perigosos.

Na cobertura do aterro aparecem a geomembrana e o GCL para impedirem a entrada de água por infiltração e também para evitar que se aumente o volume de líquidos percolados. Note-se que se ocorrer a formação de gases dentro
do maciço, essa cobertura também servirá para controlar a migração destes para a atmosfera, o que pode ser feito também com a ajuda de um geotêxtil ou de um geocomposto drenante capaz de coletar esses gases e conduzi-los a um sistema de captação e de tratamento para uso posterior.

Quando se utilizam barreiras impermeáveis, é de uso comum construírem-se drenos, seja na forma de colchões ou trincheiras sobre e sob estas. De acordo com Bueno et al. (2004) esses drenos podem cumprir as seguintes funções:
(a) quando internos aos efluentes e resíduos, visam captar os gases e percolados gerados para evacuá-los e prevenir o desenvolvimento de subpressões que iriam instabilizar a obra (b) quando instalados sob o sistema de impermeabilização podem ser destinados a controlar o lençol freático ou a proteger o meio ambiente contra eventuais falhas e fugas de efluentes contaminantes e, (c) quando instalados sobre os efluentes ou resíduos, em suas coberturas, visam captar as águas pluviais, impedi-las de penetrar nos resíduos e aliviar o peso da própria cobertura.

Conclusões
Este artigo apresentou considerações sobre os aterros sanitários, liners tradicionais e geossintéticos na composição de sistemas de cobertura e sistemas basais. Algumas considerações sobre o uso dos geossintéticos nos aterros sanitários foram apresentadas, ressaltando-se a grande aplicação e vantagens destes sobre as demais formas tradicionais de impermeabilização. Alguns geossintéticos como as geomembranas e os geocompostos argilosos são mais amplamente utilizados devido às suas funções impermeabilizantes. Os geotêxteis aparecem como elementos de proteção e drenagem.

De forma geral, os geossintéticos constituem atualmente uma solução racional, econômica e prática na configuração dos aterros sanitários. Podem, evidentemente, ser utilizados de diversas maneiras e combinações a depender da função a que se destina a contenção dos resíduos líquidos e/ou sólidos.


SOBRE OS AUTORES
Paulo César Lodi
Engenheiro Civil (UNESP, 1995). Mestrado em Geotecnia (USP, 1998). Doutorado em Geotecnia (USP, 2003). Pós-Doutorado em Geotecnia (USP, 2008). Pós-Doutorado em Geotecnia (UT – Texas, 2008). Professor Doutor da UniversidadeEstadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Departamento de Engenharia Civil, Ilha Solteira (SP).

Jorge Gabriel Zornberg
Engenheiro Civil (Universidade Nacional de Córdoba, Argentina). Mestrado em Geotecnia (PUC-RIO). Doutorado (University of Califórnia at Berkeley, 1994). Flúor Centennial Associate Professor at the University of Texas at Austin (Professor Associado da Universidade do Texas em Austin).

Benedito de Souza Bueno
Engenheiro Civil (USP, 1975). Mestrado em Geotecnia (USP, 1979). Doutorado em Geotecnia (University of Leeds, 1987). Livre-Docência (USP, 1996). Professor Titular (USP, 2005). Professor Titular da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC – USP), São Carlos – SP, Brasil.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ta faltando profissionais

 

Professor Eduardo Matos (esq) e presidente da Thebe, Wagner Cipolla, no laboratório de hidráulica do Senai

Acyane do Valle
Da equipe de A CRÍTICA
O crescimento da área da construção civil em Manaus nos últimos cinco anos vem expondo um elo frágil dentro da cadeia de serviços, a falta de profissionalização e de trabalhadores em número suficiente. É o caso das áreas de hidráulica e de manutenção de bombas e poços artesianos, cujo mercado profissional ainda é “virgem”, segundo o gerente da escola do Senai Demóstenes Travessa, Eduardo Matos.
O educador cita uma pesquisa recente da fabricante paulista Thebe Bombas Hidráulicas sobre o mercado em vários Estados. No Amazonas, o estudo apontou deficiência tanto na quantidade de profissionais quanto na qualificação.  “O levantamento mostrou o que nós, do Senai, já estávamos acompanhando há algum tempo”, comenta Eduardo Matos, salientando que, ao mesmo tempo que esse é um péssimo indicador, também representa uma grande oportunidade para as pessoas que trabalham na área e querem aumentar seu negócio, conquistando novos clientes.
“Por isso, o Senai desenvolveu um curso um voltado para o aperfeiçoamento do profissional que atua com manutenção de bombas e poços artesianos”, acrescentou o professor.
O curso “Mantenedor de Poços Artesianos e Bombas”, desenvolvido em parceria com o fabricante Thebe Bombas Hidráulicas, foi lançado na semana passada em Manaus. Eduardo Matos, explica que o treinamento vai capacitar profissionais na realização de tarefas relacionadas à instalação, fiscalização e manutenção de poços residenciais, prediais e comerciais.
“Existem empresas que promovem treinamentos, o que ajuda bastante, mas a maioria aprende mesmo no dia-a-dia, na ‘marra’, sem acompanhamento técnico, sem informação sobre normas, legislação, sobre os cuidados que precisa ter e os riscos que existem tanto para o profissional quanto para aqueles que se beneficiarão com o serviço”, explica Matos.
Poços artesianos
O educador lembra que, em relação aos poços artesianos, bastante utilizado na cidade de Manaus devido à falta de água frequente em diversos bairros, as exigências quanto à qualidada implantação e manutenção são maiores e os profissionais precisam estar preparados para atender a esses requisitos. “Boa parte desses poços vem sendo trabalhado fora dos padrões das normas de segurança, trazendo risco a quem opera, a quem dá a manutenção e às pessoas que se beneficiam com a água desse poço”, alerta. “Um poço mal feito ou com manutenção deficiente oferece risco. E quem trabalha na área precisa ter isso sempre em mente”, arremata.
A programação didática foi estudada a partir da solicitação da própria indústria que identificou deficiência de trabalhadores na área de hidráulica. “A proposta é oferecer a essas pessoas, que têm esse conhecimento prático, novas informações, mostrando os procedimentos padrões de realização de tarefas, segurança de trabalho, normas da profissão e a qualidade do serviço prestado", completa Eduardo Matos.

Fonte; Jornal Acrítica

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

A solução para o meio ambiente e para o reaproveitamento de concreto

 

05

Produto da Basf ajuda no reaproveitamento do concreto

O concreto é o segundo bem de consumo mais utilizado pelo homem, com um consumo anual de 6 bilhões de toneladas, ou seja, em torno de 1 tonelada por pessoa por ano, só perdendo assim para a água.
O concreto pode gerar pelo menos dois tipos de poluição ambiental:

• Cerca de 500 litros de água utilizados para cada lavagem de cada caminhão betoneira por viagem, gerando resíduos ambientais.

• Perda de concreto de retorno para a usina, quer seja o resíduo de cerca de 0,150 m3 de lastro, como também do concreto recusado em obra.
DELVO® é uma solução inteligente e econômica para o controle de hidratação do cimento, implantado pela primeira vez em 1986 de forma a promover junto às concreteiras um programa PERDA ZERO:

• DELVO® evita que seja descarregada a água de lavagem do caminhão, que é reaproveitada em nova carga de concreto;

• DELVO® possibilita o reaproveitamento do concreto não utilizado na obra, sem perda de desempenho;

• DELVO® possibilita o controle de hidratação do cimento por até 72 horas, permitindo a realização de concretagens a longa distância da usina e concretagens complexas relacionadas ao tempo de pega do concreto.

• DELVO® reduz o pico térmico, em concreto massa.

DELVO®: A solução para o meio ambiente e para o reaproveitamento de concreto

terça-feira, 13 de abril de 2010

Igualdade Social

Aquela era uma comunidade ideal isto porque reinava a mais absoluta igualdade entre os seus membros. Ali todos compartilhavam a mesma refeição e tanto o banqueiro quanto os operários se reuniam ao cair da tarde para conversar sobre os assuntos da vida e do mundo. Você gostaria de pertencer a esta comunidade?

Sim, A igualdade social e algo que esta muito longe de se concretizar, talvez nunca aconteça, por motivos óbvios, desde que o homem adquiriu a noção do que é ter poder, de conquistar e de fazer riqueza, tornou-se um ser ambicioso tanto para o bem como para o mau, a vontade de conquistar e se sobressair entre outros atiçou seu raciocínio o fez evoluir para criar varias maneiras de conquista, criou novas tecnologias acumulou mais capital e se distanciou dos seus pares mais “fracos”.

Isso aconteceu no passado, acontece hoje e dificilmente deixara de acontecer no futuro, nossa mente não foi criada para compartilhar, desde pequenos somos ensinados de uma forma meio que involuntária a sermos egoístas, se não temos o melhor brinquedo aprendemos que para possuir tal desejo e preciso que nossos pais ganhem mais, trabalhem mais, quando somos jovens a comparação com outros de maior poder aquisitivo e inevitável, por que ele tem um carro e eu não? O que esta faltando? Eu trabalho, estudo, tenho uma vida digna, mas não consigo suprir minhas necessidades, onde está o erro?

Então a sociedade a faculdade o trabalho todos te cobram para produzir mais, a concorrência e cruel e implacável se você não se superar a cada dia vem outro e toma o seu lugar, não há como escapar, se hoje você mata um leão de dificuldades alguém vem e diz que não e suficiente amanha você precisa começar a matar dois, e nunca estão satisfeitos, você corre sempre mais contra o tempo, contra o chefe que quer fechar a meta do mês, contra o trabalho da faculdade que precisa estar impecável para apresentação, contra sua própria vida, pois pra você tempo e um mero espectador de tudo ate você descobrir que lutou tanto contra ele e no final ele venceu, você não tem mais forcas, nem paciência e talvez nem mais o próprio tempo e descobre que no fim depois de tanta luta e dificuldades ainda faltaram muitas coisas a se concretizar então descobre que o tempo e o protagonista principal e você vai ser apenas mais um que entrou na sua historia, poucos se destacarão e ficarão lembrados mais a maioria não passara de apenas uma vírgula que com o passar dos anos e de suas próprias gerações, se perderão na lembrança.

Não se trata de comunismo, mais sim de um capitalismo sustentável, crescer em prol de todos. Pensar como se fossemos um sistema em que um precisa do outro, assim como andam milhares de automóveis nas ruas tentando evitar batidas, você protege o seu e evita bater o outro. Talvez quando formos ensinados a pensar assim essa igualdade deixe de ser utopia e comece a fazer parte da nossa realidade.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Lixão sem impermeabilização

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE em 2000, coleta-se no Brasil diariamente 125,281 mil toneladas de resíduos domiciliares e 52,8% dos municípios Brasileiros dispõe seus resíduos em lixões.

Você sabe a diferença entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário?

Um lixão é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo. Não tem nenhum sistema de tratamento de efluentes líquidos - o chorume (líquido preto que escorre do lixo). Este penetra pela terra levando substancias contaminantes para o solo e para o lençol freático. Moscas, pássaros e ratos convivem com o lixo livremente no lixão a céu aberto, e pior ainda, crianças, adolescentes e adultos catam comida e materiais recicláveis para vender. No lixão o lixo fica exposto sem nenhum procedimento que evite as conseqüências ambientais e sociais negativas.




















Já o aterro controlado é uma fase intermediária entre o lixão e o aterro sanitário. Normalmente é uma célula adjacente ao lixão que foi remediado, ou seja, que recebeu cobertura de argila, e grama (idealmente selado com manta impermeável para proteger a pilha da água de chuva) e captação de chorume e gás. Esta célula adjacente é preparada para receber resíduos com uma impermeabilização com manta e tem uma operação que procura dar conta dos impactos negativos tais como a cobertura diária da pilha de lixo com terra ou outro material disponível como forração ou saibro. Tem também recirculação do chorume que é coletado e levado para cima da pilha de lixo, diminuindo a sua absorção pela terra ou eventuamente outro tipo de tratamento para o chorume como uma estação de tratamento para este efluente.

Mas a disposição adequada dos resíduos sólidos urbanos é o aterro sanitário que antes de iniciar a disposição do lixo teve o terreno preparado previamente com o nivelamento de terra e com o selamento da base com argila e mantas de PVC, esta extremamente resistente. Desta forma, com essa impermeabilização do solo, o lençol freático não será contaminado pelo chorume. Este é coletado através de drenos de PEAD, encaminhados para o poço de acumulação de onde, nos seis primeiros meses de operação é recirculado sobre a massa de lixo aterrada. Depois desses seis meses, quando a vazão e os parâmetros já são adequados para tratamento, o chorume acumulado será encaminhado para a estação de tratamento de efluentes. A operação do aterro sanitário, assim como a do aterro controlado prevê a cobertura diária do lixo, não ocorrendo a proliferação de vetores, mau cheiro e poluição visual.

O estado do Rio de janeiro é composto por 92 Municípios, em resíduos sólidos, se encontra com:

  • 04 Aterros Sanitários Licenciados:

Rio das Ostras, Nova Iguaçu, Piraí, Macaé;

  • 13 Aterros “Controlados”:

Angra dos Reis, Caxias (Gramacho), Nova Friburgo, Resende, Teresópolis, Barra do Piraí, Rio Bonito, Santa Maria Madalena, Petrópolis, Miracema, Maricá, Porciúncula, Natividade;

  • 06 Aterros Sanitários em Licenciamento:

Macaé (novo), Rio de Janeiro (Paciência), Nova Friburgo (novo), Paracambi, São Pedro da Aldeia, Campos;

  • 4 Unidades de Triagem e Compostagem em fase de implantação;
  • 53 Unidades de Triagem e Compostagem implantadas, desde 1977, sendo que 26 unidades operando normalmente;
  • 62 Vazadouros (lixões), sendo 48 com catadores, crianças, animais de corte e vetores.

lixo.com.br - Lixão x Aterro

Impermeabilizante à base de asfalto modificado com elastômeros de SBS

O que é
DENVERPREN SBS é um impermeabilizante flexível para moldagem no local, monocomponente, formulado a partir de asfalto modificado com elastômeros de SBS dispersos em meio solvente, com excelente estabilidade físico-química, elasticidade permanente e grande durabilidade.

Onde usar?
Impermeabilização de lajes, jardineiras, marquises,terraços, pisos frios, calhas, baldrames, piscinas,tanques, paredes em gesso acartonado, arremates de
rodapés, ralos, tubos emergentes, etc.

VANTAGENS
 Fácil aplicação com: rolo de lã-de-carneiro,trincha, rodo, vassoura de pêlos macios ou pelo método AIRLESS SPRAY1.
 Aplicado a frio, forma uma membrana monolítica de excepcional impermeabilidade, elasticidade, aderência e durabilidade.
 Aceita a colocação de revestimentos diretamente sobre sua superfície.

PROPRIEDADES TÍPICAS
As propriedades a seguir foram obtidas em ensaios de laboratório. Valores de ensaios de novos lotes podem apresentar pequenas variações.

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METODOLOGIA DE APLICAÇÃO
Preparação da Superfície A superfície a ser impermeabilizada deverá estar limpa,
seca, isenta de óleos, graxas e partículas soltas de qualquer natureza.

Executar a regularização com argamassa de cimento e areia, traço 1:3 em volume, com acabamento desempenado e caimento mínimo de 1% em direção aos ralos. Arredondar os cantos vivos e as arestas. As tubulações emergentes e ralos deverão estar rigidamente fixados, garantindo assim a perfeita
execução dos arremates. A impermeabilização deverá ser executada nos rodapés, a uma altura mínima de 30 cm do piso acabado.  Calafetar ralos, juntas e trincas com selante adequado, Denverjunta Poliuretano TX.


Aplicação
Aplicar a primeira demão de Denverpren SBS diluído com Denversolvente 300, na seguinte proporção: para cada lata de Denverpren SBS adicionar 1/3 do volume de Denversolvente 300, aguardando a secagem por aproximadamente 6 horas. Aplicar 4 ou mais demãos de Denverpren SBS até  atingir o consumo recomendado, em função do tipo de aplicação. Cumprir o tempo de secagem entre demãos. Incorporar uma tela industrial de poliester (malha 1 x 1
mm) após a 1ª demão, sobrepondo 5 cm nas emendas. Em áreas onde se prevê grande movimentação estrutural, poderá ser eventualmente necessária a
utilização de uma segunda tela de poliéster. Recomenda-se a colocação de uma camada separadora com filme de polietileno ou papel Kraft betumado, sobre a impermeabilização seca, antes da proteção mecânica. Executar a proteção mecânica primária com argamassa de cimento e areia, traço 1:4 a 1:5, em volume, com espessura mínima de 2 cm sobre a camada separadora.
Dimensionar a proteção mecânica final de acordo com as solicitações que lhe serão impostas.

No caso de coberturas expostas, não havendo a necessidade de proteção mecânica, pode-se aplicar de 2 a 3 demãos de tinta refletiva flexível, Denversol TOP, produto com excelentes características de proteção e reflexão solar. Para esta solução a área deverá apresentar caimentos mínimos de 2% em direção aos condutores de água.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Novos viadutos em Manaus

 

Mais intervenções no trânsito

Imagens digitais: divulgação

As obras da passagem de desnível da Djalma Batista e Constantino Nery com as ruas João Valério e Pará devem levar oito meses

 

Márcio Azevedo
Da Equipe de A CRÍTICA
O manauense deve começar a se preparar para as novas intervenções no trânsito da cidade. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) garantiu que em julho dará início às obras do complexo viário do Vieiralves, Zona Centro-Sul, e da bola do São José, Zona Leste. A execução do projeto da passagem de desnível das avenidas Djalma Batista e Constantino Nery com as ruas João Valério e Pará deve levar oito meses. Já a previsão para o viaduto do São José é de 11 meses.
As duas obras devem complicar ainda mais o trânsito nesses locais. A obra mais complicada será a do Vieiralves. “Existe um igarapé que passa por baixo daquela área e teremos que drenar antes de iniciarmos”, disse Américo Gorayeb, secretário Municipal de Infraestrutura, que adiantou que o orçamento dessa obra ainda está em fase de finalização. “Vamos começar pela Djalma Batista com João Valério e Pará. Depois executamos a parte da Constantino”, explicou.

A construção da bola do São José, segundo a Seminf, vai ser semelhante à da bola do Coroado. Inclusive o valor deve ser equivalente: aproximadamente R$ 41 milhões. “Apesar de haver um tráfego mais pesado nessa área, há mais alternativas para desviar o trânsito”, informou o titular da Seminf.
Como vai ficar

Após a conclusão do complexo viário do Vieiralves, o tráfego nos dois sentidos da avenida Djalma Batista vai ser feito por baixo das ruas João Valério e Pará, por meio de um um mergulho semelhante ao existente no cruzamento das avenidas Umberto Calderaro Filho com Ephigênio Salles.
Na Constantino, o trânsito vai fluir de outra maneira. A rua João Valério, sentido Vieiralves-São Jorge, vai passar por baixo da Constantino Nery. Embaixo do cruzamento haverá a opção do motorista dobrar à esquerda para pegar uma rampa com saída para a Constantino, no sentido Centro.
Pela Pará, no sentido São Jorge-Vieiralves, o motorista cruza a ponte do São Jorge e entra em um mergulho por baixo da Constantino Nery, saindo em direção à Djalma Batista. Para ir ao Centro, ao sair da ponte, o motorista terá uma rampa com direita livre para a Constantino. O atual retorno que hoje existe da Pará para a Constantino no sentido Estádio Vivaldo Lima, deixará de existir.

Na bola do São José, o mergulho vai ser feito pela avenida Autaz Mirim (Grande Circular). Já quem vem pela avenida Cosme Ferreira, no sentido Aleixo-Zona Leste, cruza a bola do São José por cima para acessar a avenida Autaz Mirim ou seguir na Cosme Ferreira, sentido Zumbi.
A construção dessas obras vai ficar a cargo de uma única empresa, como garantiu o secretário de Infraestrutura.

Fonte; A Crítica | Digital

sábado, 3 de abril de 2010

Instalação de manta subcobertura

A manta instalada sob as telhas ajuda a garantir estanqueidade e conforto térmico. Confira os procedimentos para executar uma subcobertura em um telhado em reformas


Reportagem: Juliana Nakamura/Revista Equipe de Obra

Em reformas ou mesmo durante a construção de telhados novos, a colocação da subcobertura é uma das fases mais críticas. Não por se tratar de uma etapa difícil de executar. Muito pelo contrário. Leves e de manuseio simples, as mantas são facilmente pregadas nos caibros de madeira. O problema é que, muitas vezes, essa etapa é deixada de lado, resultando em infiltrações, goteiras e mofo.

Júlio Domingues, gerente de marketing para a América Latina da DuPont, explica que o uso da subcobertura pode trazer ganhos importantes ao imóvel. Primeiro, ao servir como barreira física para a entrada de água. Segundo, porque as mantas funcionam também como barreira térmica, reduzindo a transferência de calor para dentro do ambiente.

Além disso, o material proporciona maior vida útil ao telhado ao evitar que a madeira utilizada na estrutura sofra apodrecimento causado pelo acúmulo indevido de água. Por fim, as subcoberturas com mantas compostas por fibras de polietileno de alta densidade podem ser respiráveis, ou seja, permitem que o vapor gerado dentro do imóvel saia pelos poros da manta, mas sem permitir que a água na forma líquida se infiltre no ambiente seco. Só que todas essas vantagens podem ser jogadas fora se não houver uma instalação adequada. Por isso, fique de olho nos procedimentos e dicas listados a seguir.

Ferramentas e Epis

Fotos: Marcelo Scandaroli

Martelo, cinto para ferramentas, serrote, lápis, estilete, linha, metro e esquadro. EPIs obrigatórios: capacete, luvas, cinto paraquedista, óculos.

Passo 1

Fotos: Marcelo Scandaroli

Os trabalhadores iniciam a retirada das telhas para chegar à estrutura da cobertura.

Passo 2

Fotos: Marcelo Scandaroli

As ripas também foram eliminadas, já que não estavam em condições de serem reaproveitadas.

Passo 3

Fotos: Marcelo Scandaroli

Como nesse caso os caibros ainda estavam íntegros, não precisaram ser substituídos. Quando se tratar de novas instalações, os caibros deverão ser pregados paralelamente, com espaçamento de 30 a 50 cm aproximadamente.

Detalhe

Fotos: Marcelo Scandaroli

Antes de prosseguir com a instalação da cobertura, os telhadistas realizam a limpeza de toda a área com a ajuda de um vassourão.

Passo 4

Fotos: Marcelo Scandaroli

Antes de recolocar as ripas de madeira é preciso inserir a subcobertura. Desenrole a manta no sentido perpendicular aos caibros com a folha de alumínio voltada para baixo. Comece sempre de baixo para cima, ou seja, do beiral até a cumeeira do telhado.

Passo 5

Fotos: Marcelo Scandaroli

Com martelo e prego prenda a manta ao frechal (viga de madeira no topo da parede). Deixe uma sobra de manta de aproximadamente 10 cm para ser dobrada para dentro da calha quando esta existir.

Passo 6

Fotos: Marcelo Scandaroli

Em seguida, ainda com martelo e prego, fixe a manta aos caibros. Esse processo pode ser feito também com grampeador de tapeceiro.

Passo 7

Fotos: Marcelo Scandaroli

Inicie a colocação dos contracaibros (também chamados de recaibros) pregando-os aos caibros. Os contracaibros são fundamentais para criar um distanciamento entre a manta e a telha, permitindo a circulação de ar.

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A manta instalada sob as telhas ajuda a garantir estanqueidade e conforto térmico. Confira os procedimentos para executar uma subcobertura em um telhado em reformas


Reportagem: Juliana Nakamura

Passo 8

Fotos: Marcelo Scandaroli

As faixas de mantas deverão ser sobrepostas em 10 cm. Por isso, meça uma faixa com essa medida marcando com o lápis o ponto exato onde deverá haver essa sobreposição.

Passo 9

Fotos: Marcelo Scandaroli

Em seguida, coloque a segunda faixa de manta, sobrepondo-a em 10 cm, conforme medido anteriormente.

Passo 10

Fotos: Marcelo Scandaroli

Caso haja sobras de manta, corte os excessos com um estilete.

Passo 11

Fotos: Marcelo Scandaroli

Então, prossiga com a fixação dos contracaibros até concluir toda a área de trabalho.

Passo 12

Fotos: Marcelo Scandaroli

Inicie a medição para colocação do ripamento que servirá de suporte para as telhas. Lembre-se que cada tipo de telha costuma ter um tamanho. Assim, de acordo com a telha a ser utilizada, deve-se definir as posições onde serão fixadas as ripas.

Passo 13

Fotos: Marcelo Scandaroli

As primeiras fiadas são sempre as mais críticas, já que erros nessa etapa podem comprometer todo o alinhamento das telhas. Portanto, tenha muita atenção ao tirar as medidas. Passe a linha para garantir exatidão na colocação da primeira ripa.

Passo 14

Fotos: Marcelo Scandaroli

Fixe a primeira ripa com prego e martelo.

Passo 15

Fotos: Marcelo Scandaroli

Para definir o local de instalação das ripas seguintes utilize um gabarito de madeira (galga). Esse instrumento pode ser produzido no canteiro a partir das medidas das telhas, cortando-se uma ripa de madeira com serra.

Passo 16

Fotos: Marcelo Scandaroli

Utilizando a galga como referência, fixe as demais ripas com prego até concluir toda a área de trabalho.

Detalhe

Fotos: Marcelo Scandaroli

Galga produzida sob medida para telha, que no caso dessa obra, era do tipo italiana.

Passo 17

Fotos: Marcelo Scandaroli

Por fim, coloque as telhas encaixando-as nas ripas.

Atenção às dicas

» Quando a manta apresentar película de alumínio apenas em uma das faces, posicione o alumínio para baixo, para otimizar o desempenho térmico da cobertura.

» Para serviços em telhados é obrigatória a instalação de cabo-guia de aço para fixação do cinto de segurança tipo paraquedista.

» Use sinalização e isolamento no térreo para evitar que outros trabalhadores sejam atingidos por eventual queda de materiais e/ou equipamentos.

» As mantas subcobertura podem ser utilizadas sob telhas de diferentes tipos, desde as cerâmicas, até as de concreto e as metálicas.

» Serviços realizados em telhados são um dos que mais sofrem com a ocorrência de chuvas. Nunca abra panos muito longos para não correr o risco de ser pego de surpresa por chuvas.

Obra: Reforma de residência em São Paulo. Instalação: Engetelhas. Fornecedor de manta subcobertura: Dupont. Agradecimentos: Eng. Carlos Alberto Massavelli, diretor de obras da Engetelhas.

Fonte:Revista Equipe de Obra | Instalação de manta subcobertura - A manta instalada sob as telhas ajuda a garantir estanqueidade e conforto térmico. Confira os procedimentos para executar uma subcobertura em um telhado em reformas | Construção e Reforma